A introdução de medicamentos biossimilares tem permitido ao Serviço Nacional de Saúde disponibilizar aos profissionais de saúde, e consequentemente à população portuguesa, opções adicionais de tratamento, financeiramente mais sustentáveis.
Após 10 anos de utilização de medicamentos biossimilares no mercado português, não se observam problemas de qualidade, segurança e eficácia com estes fármacos.
Mais, a introdução dos mesmos tem encorajado a concorrência entre o medicamento biossimilar e o seu biológico de referência, levando a uma diminuição dos preços de ambos os medicamentos e contribuindo para a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
De modo a aumentar o potencial de poupança para os hospitais do SNS, foi introduzido no contratoprograma com os hospitais, em vigor no corrente ano, um indicador de desempenho dependente da poupança resultante da utilização de biossimilares, dada a introdução do biossimilar de etarnecept e do potencial de aumento de utilização do biossimilar de infliximab.
Com o mesmo objetivo, de aumentar o potencial de poupança, o financiamento associado ao contrato-programa de 2017 também incluirá indicadores de desempenho associados à utilização dos biossimilares, tendo como referência uma quota mínima de biossimilares de 20%.
Assim, é de extrema importância que os hospitais do SNS implementem medidas para aumentar a utilização dos medicamentos biossimilares, otimizando os recursos disponíveis no SNS e gerando poupanças que poderão ser destinadas para o financiamento de outros medicamentos.
Para mais informações sobre estes medicamentos, sugere-se a consulta à Orientação Terapêutica relativa à utilização de medicamentos biossimilares (emitida recentemente pela Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica), bem como à área do site do Infarmed relativa ao benchmarking do medicamento hospitalar.