Devido ao risco de malformações no feto e problemas de desenvolvimento nas crianças após o nascimento, têm vindo a ser implementadas diversas medidas para evitar a exposição intrauterina aos medicamentos contendo valproato ou substâncias relacionadas.

As restrições de utilização destes medicamentos, bem como o programa de prevenção da gravidez, foram comunicadas aos profissionais de saúde – médicos e farmacêuticos – através da Comunicação dirigida aos profissionais de saúde de 21 de dezembro de 2018 e reforçadas no Boletim de Farmacovigilância de setembro de 2019.

Atendendo à importância de cumprir as medidas de minimização de risco para prevenir novos casos de exposição de mulheres grávidas aos valproatos, o farmacêutico comunitário deve assegurar, no ato da dispensa:

  • A entrega do cartão da doente e que esta compreende o seu conteúdo, sempre que é feita uma dispensa de formulações orais de valproato;
  • O reforço das mensagens de segurança, incluindo a necessidade de contraceção eficaz;
  • A advertência às doentes para não pararem a toma de valproato e para contactarem imediatamente um especialista no caso de planeamento ou suspeita de gravidez;
  • A verificação de que a embalagem de valproato contém o aviso exterior.

A presente Circular complementa a informação já veiculada pelos titulares de autorização de introdução no mercado.

Posted on the Infarmed website on 7 February 2020