No mercado ambulatório verificou-se um decréscimo na despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 0,3% face a 2014, tendo o Estado gasto 296 M€ com medicamentos entre janeiro e março de 2015. Verificou-se um aumento do número de embalagens dispensadas, que atingiu em 2015 os 39 milhões, mais 1,6% que no primeiro trimestre de 2014.

O encargo médio do utente por embalagem diminuiu 1,3%, sendo de 4,47 € no primeiro trimestre de 2015, o que traduz uma maior acessibilidade aos medicamentos prescritos.

Destaca-se ainda o aumento da quota de medicamentos genéricos no SNS. No primeiro trimestre de 2015, a quota atingiu os 46,9% face a 45,7% do período homólogo (aumento de 1.13 p.p.). No que diz respeito à quota de medicamentos genéricos no mercado concorrencial, a quota foi de 64,4% face a 62,9% de 2014.

A despesa do Estado com medicamentos dispensados em meio hospitalar totalizou 258 M€ entre janeiro e março de 2015, um aumento de 8,7% face ao mesmo período de 2014. Verificou-se também um aumento do consumo em 2,2% nas quantidades consumidas. 

Considerando as áreas de prestação hospitalar, o ambulatório hospitalar continua a ser a área com maior peso no total da despesa (78%). Os encargos desta área de prestação aumentaram 12,7% face a 2014 e totalizaram 201 M€.
O subgrupo dos medicamentos Antivíricos foi o que mais contribuiu para o aumento observado da despesa, com um aumento de 14,2% face a 2014. Neste grupo estão incluídos os medicamentos para a Hepatite C.
O grupo de medicamentos órfãos apresentou também um aumento de encargos para o SNS face a 2014, tendo o Estado gasto com estes medicamentos 21,4 M€ entre janeiro e março de 2015. 

 

A edição de março de 2015 do relatório de monitorização trimestral das vendas de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias foi reformulado e apresenta algumas diferenças face às edições anteriores. 
Destacam-se as seguintes alterações:

  • Introdução da evolução da quota dos Locais de Venda de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (LVMNSRM) face às farmácias;
  • Distribuição visual por distrito do volume de vendas, valor PVP e índice de preços;
  • Recálculo do índice de preços dos medicamentos, sendo a diferença mais significativa a consideração de entradas de novos medicamentos disponíveis no mercado.

 

No primeiro trimestre de 2015, verifica-se que a quota dos locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica atingiu 18,8% deste mercado, registando uma diminuição de 0.5 pontos percentuais face ao período homólogo do ano anterior.
Os distritos de Lisboa, Porto e Setúbal apresentaram maior volume de vendas enquanto o menor volume foi registado nos distritos de Bragança, Portalegre e Guarda.

À semelhança do período anterior, o Paracetamol foi a DCI com maior número de embalagens vendidas.

O índice de preços foi de 93,0, apresentando uma diminuição de 3,9% face ao mesmo período do ano anterior.

 

 

Posted on the Infarmed 17 June 2015